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Austrália tem sua própria solução para a educação: Gonski

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Por Pasi Sahlberg e Dennis Shirley   Foto: A evidência é clara:. Equidade e excelência fornecem a melhor estratégia (Glen McCurtayne: AAP imagem, foto de arquivo) Austrália não precisa importar ideias de reforma da educação a partir dos EUA ou de outro lugar - suas próprias reformas Gonski eliminariam a desigualdade que está segurando suas escolas para trás, escrever Pasi Sahlberg e Dennis Shirley. Um enigma do debate de hoje em educação refere-se à estranha desconexão que ocorre entre a forma como as escolas realmente fazem as coisas e como elas são percebidas. Assim como outros tantos visitantes da Finlândia e dos EUA, descobrimos que as escolas na Austrália são melhores do que muitas vezes se declara publicamente. O sistema público de ensino australiano, que tem servido com êxito a uma população grande e diversificada de estudantes, tem sido um modelo para muitos outros países com desafios semelhantes. A nosso ver, a nação não clama que importemos de ou...

Inovação Educativa

Achei melhor dar um tempo antes de divulgar esse artigo de Miguel Setas*. Gostei da análise dele. "Recentemente, assim como o resultados do Enem, foi divulgado o estudo Education at a Glance 2011 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que apresenta uma análise evolutiva dos sistemas educativos de 42 países nas últimas décadas. A média dos países da OCDE avançou, nos últimos 30 anos, 15 p.p. na proporção de pessoas com formação superior. O Brasil, por sua vez, progrediu 3 p.p., um dos valores mais baixos da amostra. O melhor desempenho nesse quesito foi o da Coreia do Sul, que neste mesmo período aumentou em 50 p.p. a proporção de pessoas com formação superior. Mas o que esses resultados não evidenciam é que a maioria dos modelos educativos em vigor, mesmo nos chamados países desenvolvidos, não tem acompanhado a rápida transformação do mundo moderno. Antes pelo contrário, até hoje a maioria dos sistemas educacionais tem-se concentrado na imposição ...

Desempenho

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A edição 20 da revista Nova Escola publicou a matéria O caminho para a qualidade que vale ser revista (com perdão do trocadilho). Baseia-se no relatório Como os Sistemas Escolares de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo cujo resumo em português está a circular pela web: Resumo do relatório Como os Sistemas Escolares de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo por  João Maria Andarilho É uma temeridade quando conclusões de diferentes pesquisas ou análises chegam a mesmas conclusões, pois podem estar a insistir numa verdade (que recebe reação emotiva de alguns) ou simplesmente estão a se repetir em erros de lógica. Correndo risco de cair nessa ou noutra armadilha, os melhores resultados dependeriam de: 1) recrutar os melhores professores No Brasil, os piores alunos são os que mais desejam ser professores. Razão pela qual alguns sistemas têm tentado alterar o plano de carreira de modo a oferecer melhores salários iniciais. 2) manter os professores atualizad...

PISA

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Retomo resumo publicado por Zero Hora com alguns resultados do PISA divulgados em 2010. O Brasil avançou em parte por ter aumentado as taxas de aprovação no Ensino Fundamental, permitindo que mais alunos tenham mais anos de estudo, mesmo que não consigam acompanhar tão bem ainda em termos de aprendizagem. Colocando as UFs em um ranking (prática comum na mídia), o DF aparece em posição equivalente à Turquia. SC e RS estariam entre Bulgária e Chile. O que tem sido menos comentado do que esperava é o fato de China (Xangai e Hong Kong) ter desbancado Finlândia. Xangai e Hong Kong somam mais de 25 milhões de habitantes (menos de 2% dos chineses). Finlândia tem mais de 5 milhões. Os exames do PISA sofrem diversas críticas (inclusive suspeitas de fraude ou truques para maquiar desempenhos). Sempre olhar com cuidado... Algumas constatações de análise do exame seguem o verificado em outras avaliações externas. Uma delas seria que vale mais a pena investir no salário de professores do que dimin...

Eficiência e Eficácia

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Saiu na Folha notícia que o gasto em educação no Brasil cresceu nos últimos anos, mas não alcançou os resultados esperados, segundo o Banco Mundial. A conclusão foi rebatida pelo ministro da Educação Fernando Haddad. A matéria ainda cita: Em 2009, ano com dados mais recentes, o Brasil colocava na educação pública 5,2% do PIB, percentual maior do que a média de 4,8% dos países da OCDE (organização que reúne países desenvolvidos). Por outro lado, tem um dos gastos por aluno mais baixos entre essas nações, já que o PIB per capita é menor e o número de jovens em idade escolar, maior. Para o Banco Mundial, "o nível de gastos atual do Brasil deveria estar produzindo resultados melhores". Entre os exemplos de ineficiência citados pela instituição estão o alto nível de repetência, que é um dos maiores do mundo e o fato de o país gastar cerca de seis vezes mais por aluno do ensino superior do que do ensino básico. Durante o lançamento do relatório, o ministro defendeu que, pelo con...